Avaliação da prescrição de antibioticoterapia em Unidade de Terapia Intensiva de um hospital de Anápolis-GO
Date
2021-06-21Author
Santos, Ana Caroline Resende dos
Sousa, Camylla Borba de
Basílio, Isabela Gomes
Silva, Eliabe Roriz
Pereira, Samuel Di Salvatore
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Introdução: As infecções hospitalares são um problema de saúde pública que acomete todo
o mundo. É nesse contexto de infecção hospitalar que se deve estar alerta sobre o importante
papel dos profissionais de saúde no controle desse problema que é agravado pelo uso
indiscriminado de antimicrobianos, que provoca seletividade sobre as bactérias do ambiente
hospitalar tornando-as multirresistentes. Objetivo: Analisar os regimes terapêuticos
empregados na rotina de uma unidade de tratamento intensivo de Anápolis - Goiás e o perfil
de isolados bacterianos buscando avaliar o uso racional de antimicrobianos. Metodologia:
estudo analítico, quantitativo, retrospectivo e documental de pacientes internados na UTI
adulto de um hospital de Anápolis – Goiás, entre os meses de janeiro a dezembro de 2019.
Resultados: em 2019 ocorreram 945 internações em UTI de 783 pacientes, havendo um total
de 162 reinternações. Dessa amostra, 72,7% permaneceram internados menos que 7 dias,
enquanto 1,8% ficaram por mais que 30 dias. Um total de 558 pacientes fizeram uso de um
ou mais antimicrobianos, sendo que apenas 150 culturas foram realizadas, das quais 64%
(96/150) negativas, 30% (45/150) positivas e 6% (9/150) inconclusivas. Conclusão: o estudo
constata que existe um planejamento e certa organização institucional, tendo como gênese a
Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), que gera o funcionamento da
engrenagem hospitalar, proporcionando uma divisão de responsabilidades e condições de
uso de antimicrobianos. Porém, percebe-se uma cultura empírica por parte desses
profissionais, o que os leva a não pedirem culturas bacterianas e a prescreverem
antimicrobianos, mesmo sem esses exames.