Prevalência de sintomas de refluxo gastroesofágico e o impacto na qualidade de vida em estudantes de medicina em uma instituição de ensino superior do centro-oeste
Date
2021-11-30Author
Cardoso, Thais Carolina Alves
Fleury, Lygia Gomes
Carvalho, Júlia Cândido
Carneiro, Raphael Machado
Lins, Alane Franco
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A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) foi definida pelo Consenso Brasileiro como
uma doença crônica consequente do fluxo retrógrado em que apresenta parte do conteúdo
gastroduodenal para o esôfago e/ou órgãos adjacentes a ele. Dessa forma, o presente estudo tem
como objetivo avaliar a prevalência dos sintomas de refluxo gastroesofágico e seu impacto na
qualidade de vida nos estudantes de medicina do 1º ao 8º período de uma instituição de ensino
superior da região Centro-Oeste. Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional,
descritivo, transversal e de natureza quantitativa e qualitativa. A população pesquisada foi com
alunos do curso de medicina da UniEVANGÉLICA do 1º ao 8º período, que totalizam 766
estudantes, apresentando um cálculo amostral de 264 estudantes. Desses, foram escolhidos 33
alunos de cada turma dos 8 períodos analisados, por sorteio, aleatoriamente, de acordo com o
número da chamada da lista de frequência. Para obtenção dos dados foram aplicados dois
questionários previamente validados, porém modificados, contendo perguntas objetivas, o
primeiro é o “GERD Score” acerca dos sintomas da Doença do Refluxo Gastroesofágico e o
segundo é o “HBQOL” sobre a qualidade de vida dos estudantes. Em relação a prevalência dos
sintomas da DRGE, a maior delas a azia, seguido de se sentir estufado ou cheio após uma
alimentação normal. Estudantes que praticam exercícios físicos regularmente são menos
acometidos pelos sintomas de DRGE, e, apesar de alguns entrevistados tomarem medicamento
para controle dos sintomas da DRGE, a maioria ainda relata sofrer com a presença dos mesmos.
As associações que se mostraram estatisticamente significativas foram dor no peito e consumo
de café (p=0,029), tosse e consumo de bebida alcoólica (p=0,034), pratica de exercício físico e
estufamento (p=0,006), e por fim o uso de medicamentos com a presença de azia (p=0,001),
com regurgitação (p=0,001), com dor no peito (p=0,015) e com estufamento (p=0,004). Em
relação ao escore final do questionário “GERD Score” foi observado uma média geral de 5,068,
resultado que considera significativo o impacto dos sintomas da DRGE. Já sobre o questionário
“HBQOL”, a média geral dos domínios foi de 16,12, o que indica um ótimo nível de qualidade
de vida. No entanto, percebeu-se que apesar da média da qualidade de vida ser boa, os sintomas
da DRGE interferem em todos os domínios de qualidade de vida dos indivíduos.