Perfil epidemiológico de pacientes idosos acometidos por covid-19 na cidade de Anápolis - Goiás
Date
2021-11-30Author
Hourani, Humberto Cavalcante
Aires, Melissa Martins Gontijo
Nunes Neto, Geraldo Santana Xavier
Paula, Rafael Monteiro de
Karajah, Omar
Metadata
Show full item recordAbstract
A COVID-19 é uma infecção viral das vias aéreas que afeta principalmente as células
epiteliais/alveolares e endoteliais. Quanto aos sintomas da doença, os 3 mais comuns
são febre, tosse e dispineia. Já em relação ao diagnóstico da COVID-19 pode ser
realizado a partir de método clínico, clínico-epidemiológico, clínico-imagem e
laboratorial. As complicações da COVID-19 acometem principalmente indivíduos que
se encaixam nos fatores de risco: idosos, tabagistas, hipertensos, diabéticos, obesos e
imunodeficientes. Alguns estudos indicaram que quase a metade dos óbitos por COVID
- 19 ocorrerão entre os idosos institucionalizados e que mais de 100 mil idosos serão
fatalmente atingidos no País. Ademais, várias são as drogas em avaliação para o manejo
da COVID, a exemplo dos antivirais, anticorpos, agentes anti-inflamatórios,
imunomoduladores, anticoagulantes e antifibróticos. O Objetivo deste estudo é avaliar o
perfil epidemiológico da COVID-19 na cidade de Anápolis-Goiás. Trata-se de um
estudo observacional, de prevalência, transversal, descritivo e quantitativo. A população
estudada é composta por 2194 pacientes notificados pela Vigilância Epidemiológica
com COVID-19 no município de Anápolis-Goiás no período de março de 2020, até o
mês de outubro de 2020. Os dados transcritos para planilhas Microsoft Excel® foram
analisados pelo software de estatística IBM SPSS Statistics 21.0. A apresentação dos
dados foi feita em um primeiro momento em frequência e porcentagem e foram
submetidos à regressão de Poisson para modelar contagem de dados e criar tabelas de
contingência. Houve prevalência do sexo feminino (55,1%) e faixa etária entre 60 a 69
anos (56,2%). Notou-se prevalência de indivíduos assintomáticos (30,8%), seguido por
aqueles com mais de 4 sintomas (25,8%). Quanto aos tipos de sintomas, obteve-se
prevalência de febre (40%), cefaleia (37,3%) e coriza (28,8%). A maioria dos idosos
evoluiram para cura (88,4 %). É possível notar que os pacientes que cursaram com 2
sintomas obtiveram a maior probabilidade de óbito (p<0,0001). Já os pacientes que
apresentavam mais de 4 sintomas obtiveram o maior número de óbito em valor absoluto
(n=79). Notou-se uma maior probabilidade de morte nos pacientes que apresentavam
dispneia, perda de olfato e febre, respectivamente. A faixa de idade mais acometida pela
doença foi de 60 a 69 anos com prevalência do sexo feminino. Apesar dos idosos
constituirem grupo de risco para agravamento da doença, a maioria evoluiu para a cura,
sendo que aqueles que obtiveram desfecho contrário possuíam a dispneia como
principal sintoma.