Perfil de colonização e a resistência microbiológica em pacientes de unidade de tratamento intensivo (UTI) no munícipio de Anápolis – GO
Date
2021-11-30Author
Ferreira, Verônica Reis
Fernandes, Luana Mendonça Siqueira
Pinheiro, Déborah Helena Pereira
Gabriel, Ana Carolina Guterres
Wind, Mariana Malagoni
Metadata
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Uma das maiores preocupações mundiais da saúde na atualidade é a resistência
microbiana aos antibióticos, que contribuem para o aumento da taxa de mortalidade, da
permanência em instituição de saúde e favorecem o processo de colonização. Dessa
forma, conceitua-se colonização como a presença de microrganismos na microbiota
humana (intestino, boca, nariz e pele) que não causam doença, nem sintomas e podem
desencadear os mais variados mecanismos de resistência, sejam intrínsecos ou
extrínsecos. Alguns desses microrganismos são indispensáveis para o bom
funcionamento do organismo humano, porém o desequilíbrio dessa microbiota pode
resultar em complicações como as infecções. Teve como objetivo avaliar o perfil
microbiológico de microrganismos multirresistentes na colonização de pacientes
internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em hospital no município de Anápolis
(GO). Este estudo foi uma pesquisa documental, retrospectiva, descritiva e transversal e
a coleta de dados foi realizada a partir da análise de prontuários dos pacientes
colonizados, identificando quando ocorreram as colonizações por tais microrganismos,
entre os anos de 2017 e 2019. Como resultados observou-se um índice de colonização de
6% da amostra estudada, sendo que 67% desta teve como incidência a Klebsiella sp.
Foram identificados vários fatores que contribuem para o desenvolvimento de
colonização e de resistência bacteriana, dentre eles prevalência de idosos (74,28%), uso
de dispositivos invasivos (100%), tempo de uso de antibiótico maior que 7 dias (42,4%)
e tempo de internação maior que 48h (95,17%). Concluiu-se, então, que os pacientes do
presente estudo foram submetidos a condições de risco, como retratadas pela literatura
estudada, para colonização e resistência bacteriana. Além disso, a bactéria de maior
prevalência na UTI estudada foi a Klebsiella sp, em consonâncias com os estudos
analisados.