| dc.description.abstract | A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que acomete cerca de 20 milhões de
pessoas somente no Brasil. O tratamento farmacológico da asma, que se baseia em corticoides
e broncodilatadores, é administrado, preferencialmente, por via inalatória, através de diferentes
tipos de dispositivos, de forma que a eficácia do tratamento e o controle da doença, que acarreta
melhoria na qualidade vida do paciente e menor sobrecarga aos sistemas de saúde, estão
associados ao uso correto pelo paciente destes dispositivos. Neste sentido, o presente trabalho
tem por objetivo discutir os fatores influentes no manuseio incorreto de dispositivos inalatórios
no tratamento da asma e suas repercussões clínicas. Especificamente, objetiva-se realizar uma
abordagem sistematizada sobre os dispositivos avaliados, descrever as variáveis associadas ao
seu uso, além de correlacionar as repercussões clínicas com o mal uso dos dispositivos
inalatórios, para salientar o erro mais comum no uso dos dispositivos avaliados. Para tanto, foi
desenvolvida uma revisão sistemática da literatura, com abordagem qualitativa das
informações, a partir da coleta de publicações indexadas entre os anos de 2010 e 2021, em
português e inglês, nas bases de dados da Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), da Scientific
Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da
Saúde (LILACS), PubMed, Science Direct, Redalyc, Scielo, Elsevier e Cochrane. Verificou-se
que os erros de utilização dos dispositivos derivam tanto da dificuldade do paciente, quanto da
falta de instrução prévia adequada pelos médicos. Concluiu-se que os principais fatores clínicos
apresentados na literatura, decorrentes de erros no uso dos dispositivos inalatórios, estão
relacionados com baixa adesão e técnica inalatória inadequada, entre outros. | pt_BR |