| dc.description.abstract | A doença renal crônica (DRC), caracterizada pela diminuição progressiva da função renal,
tem importância e prevalência elevada, mas muitos pacientes são diagnosticados tardiamente,
quando a terapia renal substitutiva (TRS) é mandatória, tornando o rastreio da doença valioso
para avaliação clínica. Este estudo objetiva analisar a quantidade de pacientes com
diagnóstico de DRC de etiologia indeterminada, bem como o tempo decorrido entre a data de
diagnóstico da DRC e o início da TRS, salientando a importância do rastreio de DRC em
pacientes com fatores de risco, conhecidos ou não. Para isso, foi realizado um estudo
observacional, descritivo e retrospectivo de 177 prontuários da Milli Clínica Nefrológica em
Aparecida de Goiânia – GO, sendo a população de estudo os pacientes admitidos à diálise no
período de 2018 a 2021. As características avaliadas foram: procedência, faixa etária, sexo,
fatores de risco para DRC, história familiar de DRC, tempo de tratamento conservador da
DRC, data de diagnóstico da DRC, etiologia da DRC e data de admissão à TRS. Evidenciou se a maioria dos pacientes de procedência de Aparecida de Goiânia (n=116), do sexo
masculino (n=105), com faixa etária entre 50-59 anos (n=49), com hipertensão arterial
sistêmica (n=118) e/ou diabetes (n=69) e sem tratamento conservador prévio (n=112).
Concluiu-se, assim, que a DRC atualmente é uma doença subdiagnosticada e seu diagnóstico
precoce é importante para retardar a progressão da doença e a admissão do paciente à TRS.
Palavras-chave: | pt_BR |