Calendário nacional de imunização: a perspectiva do paciente e o impacto na saúde coletiva
Date
2021-11-30Author
Loyola, Carolina Fachetti
Silveira, Gabriela Freitas da
Costa, Isabella Colicchio de Paula
Frausino, Laura Finotti
Taquary, Laura Rohlfs
Metadata
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A criação das vacinas condicionou grande crescimento no estudo da Medicina Preventiva. A
imunização de indivíduos a partir da manipulação dos próprios agentes patogênicos
revolucionou paradigmas e isentou milhares de pessoas de se infectarem. Contudo, ainda assim,
epidemias ao redor do mundo ainda são frequentes. Segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS), 19 vacinas são indispensáveis, tendo elas seus esquemas descritos e seu oferecimento
custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Porém, muitos indivíduos ainda se negam a
cumprir o Calendário Vacinal e suas recomendações. Há um abismo entre as orientações dadas
pelas Medicina Preventiva e a postura negligente de parte da população. Com isso, o artigo em
referência busca analisar o cumprimento ou não do Calendário Vacinal, compreender a
perspectiva de uma amostra acerca da prática da vacinação e concluir implicações disso,
diretamente observadas, na Saúde Coletiva. Trata-se de um estudo transversal descritivo de
abordagem quantitativa, realizado na Clínica Nefrológica, em Aparecida de Goiânia – GO, no
qual foram avaliados 115 pacientes renais crônicos, com idade superior a 18 anos. Os dados
foram coletados por meio de questionários e transferidos para planilhas no Microsoft Excel para
fins de tabulamento e descrição em forma de tabelas e gráficos. Em um grupo amostral
majoritariamente masculino, com ensino fundamental completo, entre 51 e 60 anos e renda
familiar mensal de até 1 salário-mínimo, constatou-se que 58,3% não foram instruídos sobre a
importância do calendário vacinal, porém 52,2% alegam saber a serventia das vacinas e 86,1%
consideram, ainda, que as mesmas não fazem mal. Ademais, quando questionados sobre efeitos
colaterais sentidos após a tomada de vacinas, 23,3% responderam positivamente. E, em se
tratando de calendário vacinal, 90,4% portavam cartões desatualizados e 76,5% alegaram
possuir mais de um cartão. Diante do exposto, o que se constata é que, contraditoriamente, na
teoria, o resultado do questionário é satisfatório, enquanto na prática, a maioria esmagadora dos
pacientes estão com a carteira de vacinação desatualizada. Logo, evidencia-se um largo espaço
entre o ideal e o real, no que tange às práticas de saúde para fins de vacinação e cumprimento
assíduo do cartão vacinal, enfatizando sua importância e a problemática relacionada a ausência
dessa prevenção.