INFLUÊNCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTE COM FUNGICIDAS NA GERMINAÇAO E CRESCIMENTO DO FEIJOEIRO
Abstract
O feijoeiro-comum (Phaseolus vulgaris L.) apresenta-se como uma das principais culturas
produzidas no Brasil e no mundo. Algumas das principais causas de insucesso na cultura do
feijão são doenças transmitidas via sementes e o controle preventivo é a melhor alternativa
para manejo dessas doenças e pode ser feito com produtos químicos incorporados as
sementes, por isso a importância do tratamento de sementes com fungicidas. Diante disso, o
objetivo deste trabalho foi verificar o uso do tratamento de semente na cultura do feijoeiro
com fungicida na influência da germinação e desenvolvimento da cultura. O experimento foi
conduzido em sacos plásticos no município de Silvânia, GO. O delineamento adotado foi o
inteiramente casualizado, com seis tratamentos e cinco repetições. Foram utilizados os
seguintes tratamentos: T1= testemunha (sementes sem nenhum tipo de tratamento), T2 =
Piraclostrobina + Tiofanato de metílico + Fipronil (200 ml/100 kg de semente) T3= Tiofanato
metílico + Fluazinam (200 ml/100 kg de semente) T4= Piraclostrobina + Tiofanato de
metílico + Fipronil (300 ml/100 kg de semente) T5= Tiofanato metílico + Fluazinam (300
ml), T6= Tiofanato metílico + Fluazinam (200 ml) + Piraclostrobina + Tiofanato de metílico
+ Fipronil (200 ml/100 kg de semente). Foram feitas as seguintes avaliações: contagem de
plântulas germinadas, altura de plantas, comprimento da raiz, número de folhas e massa seca
das plantas. Os dados de todas as avaliações foram submetidos à análise de variância e as
médias comparadas pelo teste Duncan (P ≤ 0,05) utilizando o programa Assistat 7.7 beta. A
contagem de plântulas germinadas aos 7 DAS houve diferenças significativas entre os
tratamentos, sendo que os tratamentos T2, T3, T4 e T5, foram os tratamentos que obtiveram
taxa de germinação superior a 12% dos demais tratamentos. Na avaliação de altura de plantas
aos 14 DAS, não houve diferença significativa entre os tratamentos, diferindo apenas da
testemunha. Para a altura de planta aos 27 DAS, manteve-se o mesmo comportamento do que
a avaliação anterior, sendo que todos os tratamentos diferiram da testemunha e não entre si.
Aos 27 DAS, para o comprimento de raiz o melhor resultado obtido foi através T5, entretanto
os tratamentos T2, T3 e T4, tiveram médias que não diferenciaram entre si. Sendo todos
tratamentos com resultados superiores a testemunha. Na avaliação de crescimento de plantas
aos 27 DAS, todos os tratamentos foram superiores a testemunha, entretanto o T4 obteve o
melhor resultado. A contagem do número de folhas aos 27 DAS, foi mais significante no T5,
sendo que os demais tratamentos foram superiores a testemunha. Na avaliação da massa seca
(MS) os tratamentos T4 e T5 foram os que obtiveram melhor desempenho e os demais
tratamentos tiveram as médias superiores ao da testemunha. Conclui-se que os tratamentos de
sementes influenciaram a maior taxa de germinação e crescimento da parte aérea, sendo o T5
foi mais eficiente em promover melhor crescimento do sistema radicular e número de folhas,
além de proporcionar uma melhor avaliação de massa seca das plantas de feijão da variedade
BRS Pérola.