| dc.description.abstract | Este estudo objetiva analisar a figuração da água mediante o espaço, enquanto elemento de
estruturação do enredo na novela de ficção, por meio da leitura e análise da obra Manuelzão e
Miguilim do escritor mineiro João Guimarães Rosa, para identificar o papel da água na
configuração das personagens na narrativa. Trata-se de um trabalho que propõe analisar no
texto, o ambiente físico enquanto lugar habitável por seres humanos e não humanos, ou seja,
as personagens desta novela, à luz da Ecocrítica. Será feito um estudo da água conforme a
figuração composta por diferentes corpos de água dentro da novela, observando a paisagem
local em contraste com a paisagem descrita pelo autor no livro Manuelzão e Miguilim, em
outras palavras, trata-se da análise dos lugares e dos elementos que os compõem enquanto
paisagem fictícia. Como resultado, tendo por base a literatura que trata o tema, conclui-se que
a água, enquanto elemento vital torna-se um ser essencial e constituinte da vida de todos os
indivíduos vivos na natureza. Ademais, ela faz parte da vida porque também é sujeito que
compõem o cenário no qual se constitui e se cria todos os seres vivos. Trata-se de um recurso
estilístico do autor o qual atribui verossimilhança à ficção enquanto elemento heterogêneo do
cenário da vida real. Por isso, alguns corpos de água como o rio adquirem vida própria e se
tornam personagens com identidade própria na narrativa. | pt_BR |