| dc.description.abstract | A palavra “humanização” tem muitos significados, integrando inumeráveis variáveis, sendo
interposta por imprecisões. Mais amplamente, a humanização pode ser considerada como o ato
de tornar algo mais humano. Apesar de todo o aparato teórico concernente à assistência
humanizada na formação médica, a inserção desses quesitos na prática ainda é conturbada. Os
alunos não possuem interesse nas matérias que tratam deste assunto, considerando-as
dispensáveis. Pode-se explicar tal fato pela forma como a matéria é abordada em aula:
superficialmente. Assim, o objetivo desta pesquisa é identificar as percepções dos acadêmicos
de medicina acerca da humanização do cuidado ao longo da graduação, observando as
diferentes etapas que compõem o curso (ciclo inicial, ciclo intermediário e internato). Trata-se
de um estudo transversal e descritivo, de natureza quantitativa, realizado no curso de medicina
do Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA. O público alvo da pesquisa são
alunos do 4º, 8º e 12º períodos. Para este fim, será utilizada a Escala de Orientação Médico
Paciente (EOMP) - do inglês, Patient-Practioner Orientation Scale (PPOS). Este instrumento
avalia a atitude do estudante em relação à centralização da prática da medicina no médico, na
doença ou no paciente. A coadministração de um questionário sociodemográfico quantificará
dados psicossociais que possam influenciar os resultados obtidos. Esta pesquisa foi submetida
e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) UniEVANGÉLICA, seguindo a resolução
466/2012. Foi observado que os alunos participantes da pesquisa têm uma postura
predominantemente centrada no próprio médico, e que paradoxalmente, o envolvimento com
religião correlacionou-se inversamente com o grau de humanização. | pt_BR |