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dc.contributor.advisorSilva, Constanza Thaise Xavier
dc.contributor.authorSilveira, Ana Paula Stievano Ferraz da
dc.contributor.authorBarcelos, Carolina Cordeiro
dc.contributor.authorSilveira, Heloisa Brito
dc.contributor.authorAlbuquerque, João Marcelo Tocantins
dc.contributor.authorGuerra, Rafaella Faria Oliveira
dc.date.accessioned2021-06-25T14:32:48Z
dc.date.available2021-06-25T14:32:48Z
dc.date.issued2020-11-20
dc.identifier.urihttp://repositorio.aee.edu.br/jspui/handle/aee/17971
dc.description.abstractO Retinoblastoma (Rb) é um tumor ocular originado das células da retina. É o câncer intraocular mais comum na infância e apresenta maior incidência nas crianças menores de 5 anos. É uma neoplasia altamente curável, quando diagnosticada precocemente o tratamento se mostra muito eficaz. Porém, após a disseminação sistêmica, raramente o paciente sobrevive. O objetivo do trabalho foi determinar o perfil clínico e epidemiológico de pacientes diagnosticados com retinoblastoma entre os anos de 2008 e 2014 em um hospital de referência em oncologia em Goiânia-GO. 62 prontuários foram selecionados nos arquivos do serviço de oncologia pediátrica do Hospital Araújo Jorge (HAJ), foram excluídos os casos de pacientes que não foram tratados no HAJ, que não deram continuidade no tratamento e que estavam fora dos anos estabelecidos pelo estudo, ficando então com 55 prontuários. Trata-se de um estudo retrospectivo, transversal e descritivo. A partir dos resultados obtidos, a amostra foi constituída de 30 pacientes do sexo feminino e 25 do sexo masculino. A idade dos pacientes ao diagnóstico foi de 2,3 anos em média. A maioria da população era procedente e natural de Goiás, 67,3% e 47,3%, respectivamente. Houve discreta predominancia com relação ao olho afetado, 40% dos casos eram unilaterais com o olho esquerdo envolvido. Em apenas 1 caso ocorreu acometimento da glândula pineal (retinoblastoma trilateral). A leucocoria foi o sinal mais predominante ao diagnóstico, seguido da hiperemia conjuntival. Apenas 5% dos pacientes estavam assintomáticos. Ao diagnóstico, 74,5% dos pacientes possuiam doença intraocular, em comparação com 25,5% extraocular. A doença metastática estava presente em 12,7% dos paciente ao diagnóstico e 30% ao longo do tratamento. 72,7% dos pacientes precisaram enuclear um olho e 12,7% precisou enuclear ambos olhos. Os casos que cursaram com desfechos letais corresponderam a 27,3% do total. Com relação ao estadiamento do tumor, observou-se predominância do grupo E de Murphree e dos grupos I e II de Chantada. A taxa de sobrevida global foi de 72,7% em cinco anos. A taxa de sobrevida no subgrupo metastático foi de 6,3% e a do subgrupo não metastático foi de 100% (p < 0,001). A partir desses dados e da literatura analisada, foi evidenciado atraso no diagnóstico do retinoblastoma nos casos avaliados, constatado principalmente pelo alto número de pacientes que procuraram o serviço em fase sintomática, tumores intraoculares em estágio avançado, além da presença de doença extraocular e metastática ao diagnóstico. Portanto, o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes avaliados neste estudo, evidenciou que a maioria dos casos não é diagnosticada na fase inicial da doença, o que evitaria as perdas visuais e os óbitos.pt_BR
dc.subjectRetinoblastomapt_BR
dc.subjectSobrevidapt_BR
dc.subjectPrognósticopt_BR
dc.titlePerfil clínico e epidemiológico dos pacientes com retinoblastoma no hospital referência em oncologia do estado de Goiáspt_BR


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