O uso inadequado de medicamentos e sua associação à fragilidade em idosos
Date
2020-11-20Author
Oliveira, Aila Martins de
Léon, Aline Caldas
Castro, Lara Layane Lopes de
Dutra, Miguel Ângelo Alves
Bueno, Raquel Junqueira Cardoso Antunes
Vaz, Rodolfo Lopes
Metadata
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O uso de polifarmácia e de medicamentos potencialmente inapropriados/inadequados (MPI)
pode desencadear ou potencializar estados de fragilidade. A síndrome da fragilidade é uma
síndrome geriátrica de causas multifatoriais, marcada por vulnerabilidade fisiológica, dimi nuição da reserva homeostática e dificuldade do organismo em responder adequadamente a
um agente estressor. O objetivo deste estudo consiste em verificar se há associação entre o
uso de MPI e a síndrome da fragilidade, comparando o uso destes medicamentos em cada um
dos níveis de fragilidade (não-frágil/pré-frágil versus frágil), em uma população de idosos
comunitários. A amostra foi constituída por 168 idosos, que participaram, em 2018, do projeto
Universidade Aberta à Pessoa Idosa (UniAPI), em Anápolis-GO. A análise do perfil medica mentoso da amostra foi realizada por meio dos critérios de Beers (2019). Identificou-se uma
prevalência de 11,3% de fragilidade, com predomínio do sexo feminino. Dos idosos partici pantes, 151 utilizavam medicamentos, sendo que 21,8% faziam uso de polifarmácia e 47,0%
utilizavam algum MPI. Houve diferença significativa entre os dois grupos quanto à polifar mácia (p=0,0003), com um maior predomínio desta entre os frágeis. Observou-se que 47,4%
e 45,9% dos idosos frágeis e não-frágeis/pré-frágeis, respectivamente, faziam uso de pelo me nos um MPI. Não se observou, porém, diferença entre os dois grupos quanto ao uso destes
(p=0,84). Os dados demonstraram, ainda, que não houve associação significativa entre o uso
de MPI e a síndrome da fragilidade, ao se comparar o uso destes medicamentos entre os dois
grupos participantes da pesquisa. Houve, porém, um maior predomínio de polifarmácia entre
os participantes frágeis.