Conhecimento das técnicas de Ressuscitação Cardiopulmonar entre alunos do ensino médio de Anápolis, Goiás
Date
2020-11-20Author
Rodrigues, Bianca Yohana Machado
Souza, Giovana de Heberson
Migliavacca, Isabel Silva
Matos, Karine Alves
Achcar, Mayara Reple
Metadata
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O suporte básico de vida (SBV) é um conjunto de medidas e técnicas aplicadas frente a
uma situação de parada cardiorrespiratória (PCR), que tem por objetivo manter uma
circulação mínima suficiente enquanto se busca retorno da circulação espontânea. O
conhecimento da aplicação das técnicas corretas de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) é
de importância substancial, tendo em vista que a sequência de eventos deletérios que se
sucedem à PCR pode ser fatal. Além disso, diversos estudos mostram que as manobras de
RCP, quando iniciadas por leigos que testemunham a PCR, aumentam as taxas de sucesso
de reversão desta. Este estudo tem por objetivo identificar o nível de conhecimento de
estudantes do ensino médio das redes de ensino públicas e privadas sobre a RCP. Trata-se
de um estudo transversal, quantitativo, no qual foi aplicado um questionário de múltipla
escolha sobre os conhecimentos de SBV. Foram analisados 612 questionários de forma
descritiva, em número e frequência, e testes de correlação foram feitos buscando identificar
fatores que estão associados a um melhor conhecimento sobre o reconhecimento de
situações de PCR e o início das técnicas de RCP. Em relação aos resultados, notou-se que
os alunos possuem conhecimento ainda precário, já que a minoria teve contato com as
técnicas (27%). A maioria (67%) não sabia aplicar massagem cardíaca, e os maiores
obstáculos apontados para a realização da RCP foram o medo de errar, tanto em
parentes/amigos quanto em estranhos (58% e 51%, respectivamente), seguido pelo medo de
quebrar uma costela (11%), e o receio de ser responsabilizado e punido pelas leis quando
feita a massagem cardíaca em estranhos (10%). Uma porcentagem de 37,5% dos alunos não
sabiam o que era um desfibrilador externo automático (DEA), e destes, 38,2% não sabiam
onde encontrar um. Por fim, quanto ao número que ligariam para pedir ajuda, houve
convergência de 76,5% para o número 192, e outros se distribuíram nos números 190, 193,
“para os pais”, e até mesmo para o número 911 (5,2%). A precariedade na qualidade da
informação sobre as técnicas de RCP ficou evidente. A capacitação acerca das manobras de
RCP poderia levar a atitudes positivas do grupo em estudo, transmitindo segurança em
como se comportar diante de uma situação de morte súbita. Portanto, é imprescindível que
a população leiga atue com o propósito de melhorar o prognóstico da vítima, seja por meio
da aplicação da RCP ou por meio da propagação desse conhecimento a outros leigos.
Permitir o aprendizado desses alunos de ensino médio sobre a RCP irá propiciar níveis
satisfatórios de conhecimento, através da solidificação e do treinamento adequado e
constante. A somatória na grade curricular poderá abrir portas para um ensino longitudinal,
no qual toda a população será beneficiada pelo conhecimento propagado.