Automedicação entre estudantes de medicina de uma instituição de ensino superior de Anápolis-GO
Date
2020-11-20Author
Faria, Lays Barros de
Costa, Ana Carolina Caixeta
Costa, Carla Cristina Ferreira
Silva, Fernanda Chaves
Ribeiro, Gabriela Ramos
Metadata
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A automedicação é considerada a prática de ingerir medicamentos sem o
aconselhamento e/ou acompanhamento de um profissional de saúde qualificado, ou seja, é a
ingestão de medicamentos por conta e riscos próprios. Essa pode ser potencialmente danosa à
saúde principalmente pelo fato de que nenhum medicamento é inócuo ao organismo. Desta
forma, este trabalho teve por objetivo identificar a prevalência da automedicação entre os
estudantes de medicina de uma instituição particular de ensino superior de Anápolis-GO, a
partir descaracterização do perfil desses estudantes, dos principais medicamentos mais
utilizados, da comparação entre os períodos de graduação e da identificação do conhecimento
desses alunos sobre a automedicação. Trata-se de um estudo quantitativo e descritivo,
desenvolvido com alunos do 1º ao 8º período com a aplicação de um questionário online. No
estudo, foi aplicado um questionário para 226 estudantes do 1º e 8º períodos, onde 93,8%
deles praticam a automedicação e 90,7% (n=205) afirmam conhecer os possíveis efeitos. Os
medicamentos mais utilizados foram os analgésicos/antitérmicos com 72,1% seguidos de
AINES com 49,1% e antialérgicos/anti-histamínicos com 40,3%. Não houve diferença em
relação ao sexo, idade e renda entre os grupos de 1º e 8º períodos que se automedicam. Houve
associação significativa entre períodos na presença da automedicação, sendo que, todos os
participantes do terceiro, quarto e sétimo período relataram 100% de automedicação. Esses
resultados demonstram um alto consumo de medicamentos por estes estudantes, contrariando
o senso de que como futuros profissionais da saúde o consumo de medicamentos nessa classe
deve ser mais consciente.