A INDENIZAÇÃO POR ABANDONO AFETIVO NAS RELAÇÕES ENTRE PAIS E FILHOS
Abstract
O objetivo desta monografia é analisar se a indenização por abandono afetivo nas
relações entre pais e filhos é constitucional ou não, com fulcro no princípio da
afetividade. Para atingir este objetivo foi escolhido o método dedutivo. A dedução é
método que parte do geral e chega às conclusões particulares. Tal método foi
escolhido, pelo fato de o estudo ser feito em cima das leis e dos princípios já
existentes que regem a CFRB/88 e o Direito de família e a questão do abandono
afetivo. Partindo de um problema geral, que será analisado através das leis e
princípios que regem o ordenamento jurídico brasileiro, para se compreender como
o Poder Judiciário vem decidindo acerca desses casos de abandono afetivo e a
aplicação da responsabilidade civil. Nessa análise, presume-se ser a indenização
por abandono afetivo constitucional, porque a pessoa abandonada pode ter vários
danos psicológicos causados pelo abandono e a pessoa que abandonou possui
responsabilidade civil no seio familiar. Sendo a indenização uma maneira de
ressarcir a falta do afeto, mesmo não sendo suprido tal sentimento; é uma forma de
não deixar a pessoa desamparada financeiramente. A escolha desta pesquisa se
deu ao fato das grandes repercussões nos Superiores Tribunais, trazendo como
novidade a indenização por abandono afetivo, obrigando aos pais e aos filhos que
abandonam uns aos outros a pagarem uma indenização para poder amenizar a falta
de afeto e os problemas psicológicos que tal abandono pode trazer.