| dc.description.abstract | O percentual da população envelhecida vem crescendo no Brasil. Em contrapartida, poucas são as políticas públicas efetivas voltadas para esse público. Considerando que a partir do advento dos termos “terceira idade” e “idoso” o modo de se compreender o envelhecimento tenha se modificado, acarretando maior dignidade, respeito e autonomia, nota-se que ainda existem resquícios do discurso que associa o envelhecer a déficits e outros estereótipos que tendem a segregar os idosos. Diante desse cenário, buscou-se compreender como a psicologia de grupos, em particular a modalidade dos grupos operativos, pode contribuir para a promoção de saúde mental dos sujeitos envelhecidos. Para isso, a pesquisa buscou abranger as representações sociais associadas ao envelhecer, o que se entende por promoção de saúde, algumas das políticas públicas até então destinadas a essa faixa etária, analisar as formações dos grupos, em especial os grupos operativos, sua teoria, dinâmica e a dialética inerente a ele. Os resultados demonstraram que a participação em grupos pode propiciar aos seus integrantes partilhar vivências, criar vínculos e modificar a maneira de atuar nos diferentes contextos. Os grupos operativos podem agregar contribuições diversas para os idosos, uma vez que sua teoria e prática compreendem os sujeitos como atuantes, em constantes transformações, sem deixar de lado o contexto cultural, social e histórico, além de possibilitar o aprendizado, o pensamento crítico, a quebra de estereótipos e a abertura para o novo. | pt_BR |