Comportamento das Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal Após Atividades de Reflorestamento
Abstract
A recuperação de áreas degradadas é especialmente necessária e eficaz, pois auxilia o meio ambiente em seu desenvolvimento e estrutura as características originais do bioma Cerrado, é responsável pela manutenção da água ao se tratar das áreas de preservação permanente, e também de servir como habitat para a fauna nativa quando se trata de reservas legais. Em vista disso, é proposto para a recomposição de áreas degradadas o reflorestamento com espécies nativas do Cerrado. Objetivou-se com o presente trabalho avaliar a taxa de sobrevivência, juntamente com a taxa de mortalidade de espécies nativas do Cerrado da Fazenda Canadá (Santa Isabel-GO) e Fazenda São Carlos (Goianésia-GO), utilizadas na recuperação em área de preservação permanente e reserva legal que foram anteriormente degradadas por distúrbios antrópicos, e que, dependendo de sua intensidade, provocou perturbação de ecossistema como também a sua degradação. Para a recuperação das áreas foram utilizadas 200 mudas nativas do Cerrado em bom estado de conservação. As respectivas áreas foram amostradas após doze meses do plantio usando a metodologia exploratória e de observação em campo, com complementação bibliográfica avaliando-se os parâmetros de sobrevivência, mortalidade, presença de animais e aparecimento de novas espécies. Os dados foram coletados em campo com o auxílio de uma fita métrica e posteriormente reportados ao programa Excel. O índice de sobrevivência e mortalidade foi estabelecido pela porcentagem, e com isso, de 200 mudas plantadas em cada área tivemos 93% de sobrevivência e 7% de mortalidade em RL e 88% de sobrevivência e 12% de mortalidade em APP. A área de reserva legal teve um melhor desempenho após o plantio de mudas nativas e posteriormente uma menor taxa de mortalidade ao ser comparado com a área de preservação permanente.