DESENVOLVIMENTO INICIAL DO MILHO COM INOCULAÇÃO DE BACTÉRIAS PROMOTORAS DE CRESCIMENTO
Abstract
A agricultura no Brasil importa a maioria dos fertilizantes químicos, o que eleva os custos de
produção, uma nova linha de pesquisa tem surgido como alternativa viável a esse problema, o
uso de promotores de crescimento, que permitem otimizar a eficiência de uso desses insumos.
Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito das bactérias promotoras de
crescimento sobre o desenvolvimento inicial do milho. O experimento foi desenvolvido no
município de Anápolis. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados,
sendo quatro blocos, quatro tratamentos, com 10 repetições cada. As unidades experimentais
foram constituídas de copos plásticos de 400 ml, preenchidos com 1/3 de areia e 2/3 de solo.
Os tratamentos foram: T1 – inoculação com Azospirillum brasilense; T2 - inoculação com
Bacillus subtilis; T3 - inoculação com A. brasilense e B. subtilis; T4 – testemunha (sem
inoculação). Para a inoculação das sementes foram utilizados para 1.000 sementes 1,0 ml de
inoculante para o A. brasilense e 2 mL para o B. subtilis, sendo acondicionadas duas sementes
por copo. Foram coletados os dados de emergência até o 15º dia, em que as plantas foram
colhidas e avaliadas. Em seguida, as plântulas foram conduzidas para secagem em ar livre. As
análises realizadas foram porcentagem de germinação, tempo médio de germinação, massa
fresca e seca das plântulas, massa fresca e seca da raiz, comprimento de raiz e planta, diâmetro
do caule e altura de inserção da primeira folha. A inoculação de bactérias não apresentou
diferença estatística da testemunha para as variáveis comprimento radicular, diâmetro de caule
e altura de inserção da primeira folha, bem como o tempo médio de germinação. A coinoculação
com B. subtilis e A. brasilense promoveu maior crescimento aéreo e maiores teores
de massa seca e fresca para raiz e parte aérea. Em relação à taxa de germinação, o tratamento
com B. subtilis isolado apresentou a maior taxa.