| dc.description.abstract | INTRODUÇÃO: A automedicação consiste no uso de medicamentos sem
recomendação e/ou supervisão do profissional de saúde capacitado. A procura do alívio
rápido de sintomas induz à prática da automedicação, visto que, quando realizada de forma
inadequada, pode mascarar graves doenças e provocar intoxicação e morte. OBJETIVOS:
Este trabalho objetivou avaliar a automedicação em adultos, o levantamento do perfil
socioeconômico dos praticantes de automedicação, bem como o levantamento das principais
classes farmacológicas envolvidas na automedicação, e identificar os possíveis efeitos
colaterais relacionados à essa prática no município de Rubiataba-Go. METODOLOGIA: Foi
realizado um estudo transversal, com aspecto quantitativo, com 377 adultos entre a faixa
etária de 18 a 59 anos no município de Rubiataba-Go entre setembro e outubro de 2017. A
obtenção dos dados foi executada através de entrevista do questionário próprio que contem
informações sobre aspectos sociais, as classes farmacológicas mais utilizadas na
automedicação e os possíveis efeitos colaterais em indivíduos que fazem uso dessa
prática.Sendo que a tabulação dos dados em frequência relativa e a construção de tabelas e
gráficos foram realizadas através do software Microsoft Excel 2010®.RESULTADOS E DISCUSSÕES: Constatou-se que 74 por cento dos entrevistados utilizam a prática de automedicação sendo mais predominante entre as idades de 20 a 40 anos distribuídas
igualmente entre homens e mulheres.Ficou evidente que a população se utiliza desta prática
através da autoprescrição e pela indicação de amigos e familiares. Essa prática também esteve
fortemente associada ao fácil acesso aos medicamentos. A classe farmacológica mais utilizada
na automedicação foram o analgésico (40,2%), seguido do antiinflamatório (29,4%) e o
antibiótico (21,3%). Por fim, 9,1% afirmaram utilizar outras medicações como relaxante
muscular, diuréticos, laxante, anticoncepcionais e anorexígenos. CONCLUSÃO: A
automedicação tornou-se uma prática de difícil controle no país, todavia os profissionais de
saúde envolvidos neste processo devem conscientizar a população quanto aos efeitos
indesejados e agravantes que acompanham este processo. | pt_BR |