CLASSE TERAPÊUTICA MAIS CONSUMIDA POR AUTOMEDICAÇÃO EM PRÉ-VESTIBULANDOS NA CIDADE DE CERES-GO
Abstract
O problema da automedicação no Brasil assume grandes proporções, sendo
o quinto país na listagem de consumo de medicamentos e estando em primeiro lugar
em consumo na América Latina. Devido à prática da automedicação, este trabalho
objetivou identificar e montar o perfil do pré-vestibulando que se automedica, sexo,
idade e curso pretendido. O foco principal deste trabalho foi determinar a prevalência
da automedicação em pré-vestibulandos da cidade de Ceres-Go, constituindo na
aplicação de questionários compostos por perguntas abertas e fechadas. Foram
obtidos cem questionários, dos quais sete tiveram que ser exclusos. Dos 93
questionários inclusos 64 (68,82%) dos estudantes se automedicavam. A maioria
dos entrevistados foram mulheres (59,14%), com idade entre 18 a 25 anos, que
pretendiam cursar algum curso na área biológica (55,91%), em grande maioria
medicina. Apesar da prevalência da automedicação em 68,82% dos estudantes,
apenas 29,03% acham correta a prática, a principal classe que é consumida são os
antiinflamatórios (78,13%). A população pesquisada foi composta de prévestibulandos da cidade de Ceres-Go. A pesquisa possibilitou encontrar um perfil
alto de pré-vestibulandos que utilizam a automedicação com frequência, mesmo
achando esta prática errada. Dos dados processados, as mulheres assumiram maior
índice no uso de medicamentos sem orientação dos profissionais de saúde
capacitados para o atendimento ao paciente, por outro lado os homens
representaram 40,86%. Os dados representam significativamente que as mulheres
procuram mais assistência médica do que os homens. Em relação à prática ser
benéfica para a saúde, 70,96% dos entrevistados acreditaram que a prática fosse
incorreta, o que diverge dos dados encontrados dos alunos que se utilizam da
automedicação que é de 68,81%, conclui-se então que mesmo com a informação de
que não seja correto, muitos ainda se automedicam.