| dc.description.abstract | O número de pacientes com insuficiência renal crônica tem aumentado a cada
dia, fazendo com que esta patologia se torne um grave problema de saúde publica.
Quando a doença renal crônica é detectada precocemente é possível evitar a
progressão da doença. No Brasil a maioria dos pacientes descobrem que são
portadores quando estão em estágio avançado, necessitando de terapia renal
substitutiva. Os rins são órgãos de fundamental importância para o organismo, sua
principal função é manter a homeostasia do corpo, através da regulação e
eliminação de toxinas. A doença renal está associada a varias patologias, as
principais são hipertensão arterial e diabetes mellitus. O tratamento inicial é
realizado através de dieta e medicamentos, porém quando esta medida não é
suficiente, o paciente é submetido à hemodiálise ou transplante renal. Devido à
várias doenças associadas os portadores da doença renal crônica fazem uso de
uma grande quantidade de medicamentos, estando expostos a reações adversas e
possíveis interações medicamentosas. Este trabalho tem o objetivo de avaliar as
prescrições de pacientes submetidos à hemodiálise e verificar possíveis interações
medicamentosas. Foram analisadas prescrições de 101 pacientes submetidos a
hemodiálise do Instituto de Nefrologia de Ceres de ambos os sexos, com idade entre
20 e 90 anos. Foi realizado um estudo quali-quantitativo de corte transversal. Para a
coleta de dados foi realizada uma pesquisa de campo, onde foram fotografadas
as prescrições dos pacientes e os dados foram transcritos para o software
Microsoft Office Excel e analisados pelo Epi Info 7. Dos 101 pacientes analisados
65% eram do sexo masculino. A faixa etária mais freqüente dos pacientes
submetidos a hemodiálise foi entre 61 a 70 anos. Quanto a etiologia da doença
renal crônica, observou-se que 23,76% apresentou causa indeterminada, os demais
apresentaram patologias como, nefropatia diabética, glomerulonefrite crônica, entre
outras. A maior parte desses pacientes sofrem com doenças associadas,
principalmente hipertensão arterial (43,33%) e diabetes mellitus tipo 2 (13,89%). Das
101 prescrições analisadas 57% continham pelo menos uma interação
medicamentosa e o fármaco mais envolvido foi o ácido acetilsalicílico (AAS). Foram
encontradas 108 interações medicamentosas, onde a interação com maior
incidência foi entre o carbonato de cálcio e o AAS, correspondendo a 13,89%.
Conclui-se que diante dos resultados é evidente a necessidade de conscientização
da equipe de profissionais com relação à prescrição, dispensação e administração
dos medicamentos, evitando prejuízos a saúde do paciente. | pt_BR |