| dc.description.abstract | Desde os primórdios o ser humano já utilizava as plantas medicinais na cura e
profilaxia de várias doenças. Porém mesmo com as diferenças existentes entre as
formas mais simples de uso, e as mais sofisticadas que são os fitoterápicos, o
homem descobriu que as plantas possuem princípios ativos, ou seja, substâncias
que tem a capacidade de provocar reações benéficas no organismo. Dois dentre os
diversos casos clássicos citados pela literatura são a Papaver somniferum da qual
se extraí o ópio e a Atropa belladona da qual se extraí a atropina. Apesar das
plantas possuírem diversos usos medicinais, as pessoas não sabem que elas
podem apresentar toxicidade tanto para o homem quanto para os animais, como
exemplo pode-se citar a Lantana Camara, popularmente conhecido como Cambará.
Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas revelam que no
Brasil no ano de 2010, ocorreram 1132 casos de intoxicação em humanos pelo uso
de plantas, desses 5 foram a óbito. Existe ainda a possibilidade de ocorrer o efeito
placebo, pois nem sempre há comprovação da eficácia do efeito causado pelo
emprego destas plantas. Uma das formas existentes de avaliar a toxicidade de
extratos vegetais é utilizando-se o Bioensaio com Artemia salina, uma vez que ele é
simples, rápido e barato. Diante disto, esta pesquisa teve por objetivo avaliar a
toxicidade de Ocimum gratissimum, Foeniculum vulgare e Bauhinia forficata nas
concentrações de 1000 ppm, 500 ppm e 100 ppm. As espécies citadas foram
coletadas nas cidades de Ceres e Rialma em Goiás. Logo depois, as plantas foram
secas em temperatura ambiente protegidas da luz durante sete dias, elas foram
então trituradas e submetidas à percolação utilizando álcool a 95 INPM durante três
dias, depois os extratos etanólicos foram secos em rotaevaporador, os quais foram
diluídos nas respectivas concentrações. Em seguida, um mililitro dos extratos foi
adicionado em cada tubo, cada um com dez larvas, o teste foi feito em triplicata.
Após vinte e quatro horas foram contadas o número de larvas mortas,
posteriormente foi feito cálculo da CL50 por meio do programa GraphPad 5.0. Dos
três extratos testados, os extratos de Ocimum gratissimum e Foeniculum vulgare
apresentaram toxicidade leve frente à Artemia salina, enquanto que o extrato da
Bauhinia forficata foi considerado atóxico. Espera-se que este estudo possa servir
como fonte para outras pesquisas. | pt_BR |