TRANSMISSÃO VERTICAL DO HIV: DIAGNÓSTICO ,TRATAMENTO E PROFILAXIA
Date
2012Author
FREITAS, FERNANDA VIANA
SOARES, LUCIANA APARECIDA
OLIVEIRA, NATÁLIA PRADO DE
BARBOSA, RAQUEL GOMES
Metadata
Show full item recordAbstract
A AIDS é uma doença que representa um dos maiores problemas de saúde
pública no Brasil e no mundo. Dos primeiros casos descritos aos dias atuais,
observa-se uma grande mudança no perfil epidemiológico da doença, que traz
como consequência o aumento de mulheres em idade fértil infectadas pelo HIV
e o crescente número de crianças infectadas. A transmissão vertical do HIV é
considerada como sendo a principal forma de infecção em crianças e
adolescentes. Esta patologia é caracterizada pela passagem do vírus da mãe
para o filho principalmente através do parto, mas o risco de infecção pode
estar aumentado de acordo com fatores intrínsecos inerentes à doença, ao
vírus e aos indivíduos. Este trabalho teve como objetivo verificar os aspectos
intrínsecos e extrínsecos associados à transmissão vertical do HIV, bem como
seu tratamento, diagnóstico e profilaxia. Foram realizadas revisões
bibliográficas exploratórias e qualitativas, onde foram analisados artigos
científicos e textos descritivos disponíveis na literatura. Com a evolução no
conhecimento da fisiopatologia da doença e dos mecanismos de
funcionamento e transmissão do vírus, foi possível desenvolver terapêuticas
medicamentosas e medidas profiláticas mais eficientes na prevenção da
transmissão vertical. A disponibilização de testes diagnósticos e da Terapia
medicamentosa pelo Ministério da Saúde às gestantes portadoras do HIV,
aliados ao desenvolvimento de fármacos cada vez mais eficazes e seguros
para a gestante e o feto tem contribuído significativamente na redução desta
forma de transmissão. Além disso, os cuidados com as gestantes portadoras
do HIV são fundamentais para impedir a transmissão no momento do parto,
mesmo para aquelas gestantes que ainda não fazem uso da terapia
medicamentosa. A redução na taxa de transmissão vertical alcança maior êxito
quando é feito um diagnóstico precoce da doença e a gestante pode então
fazer um acompanhamento e uso de terapia medicamentosa durante a
gestação. Os cuidados com a gestante se iniciam logo após o diagnóstico da
doença e continuam após o nascimento da criança, visto que o
acompanhamento da mãe e do filho nos primeiros anos de vida coopera no
sentido de garantir a qualidade de vida e reduzir ainda mais a possibilidade de
transmissão.