PREVALÊNCIA DA AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ACADÊMICOS DO CURSO DE FARMÁCIA DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DA CIDADE DE CERES - GO
Date
2012Author
LAIGNIER, AMANDA
CALDAS, FABRÍCIO LOBO
LIMA, GUILHERME ACIOLY DE
MODESTO, TUANA OLIVEIRA
Metadata
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A automedicação entre universitários da área de saúde, tem se tornado uma prática
comum, ocasionando por vezes agravos à saúde bem como o aumento dos riscos
associados ás interações medicamentosas e intoxicações. No Brasil essa prática é
realizada com maior frequência em regiões onde o acesso à saúde é precário ou
não existe, o fato está intimamente relacionada ao nível socioeconômico, sendo a
classe média e alta responsáveis pela intensificação da automedicação. Este
trabalho teve como objetivo avaliar a prevalência da automedicação entre
acadêmicos do curso de farmácia de uma instituição de ensino superior localizada
na cidade de Ceres – GO. A pesquisa foi realizada através da aplicação de um
questionário aos alunos do 1º e 7º períodos, mediante assinatura do termo de
consentimento livre e esclarecido. Foram avaliadas as seguintes variáveis: utilização
de medicamentos sem receita médica, frequência da automedicação, medicamentos
utilizados, duração da automedicação, motivos da utilização, indicação do
medicamento, ultima consulta, entre outras. Participaram do estudo 78 alunos,
destes 77 (98,7%) alegam praticar a automedicação, sendo 35 (44,9%) acadêmicos
do 1º período e 42 (53,8%) do 7° período. Quanto aos motivos para automedicação
a dor de cabeça foi o sintoma mais referenciado 39 (48,2%), seguido pelos
antibióticos 15 ( 18,3%). As classes de drogas mais utilizadas foram:
analgésico/antitérmicos 41 (50,7%), antigripais 10 (12,4%), anti-inflamatórios 11
(13,2%) e antibióticos 15 (18,3%). Com relação à frequência de automedicação nos
últimos 12 meses, 8 (10,3%) não se automedicaram, 39 (48,6%), se automedicaram
entre uma e duas vezes, 20 (24,2%) entre três e quatro vezes, 14 (16,9%) mais que
cinco vezes. Mediante os resultados obtidos, observa-se que os acadêmicos
ingressantes apresentaram um maior índice de automedicação deixando claro que o
conhecimento pode interferir na prática desta ação.