A CONSTELAÇÃO SISTÊMICA COMO MÉTODO DE RESOLUÇÃO DA INSIGNIFICÂNCIA TRIBUTÁRIA
Abstract
O artigo pretende analisar o método da Constelação Familiar em situações que versam o
Princípio da Insignificância do Direito Penal aplicável ao Direito Tributário, levando em
consideração o valor mínimo para a propositura da execução fiscal, destacando as
consequências do custo da ação para o Poder Judiciário e consequentemente o reflexo
que podem acarretar as atividades jurisdicionais. Assim, estuda-se inicialmente o
método da Constelação Sistêmica com o objetivo de encontrar resoluções de conflitos
juntamente com o princípio da insignificância no Direito Tributário, também conhecido
como princípio da bagatela. Em um segundo momento verifica-se a aplicabilidade da
insignificância para os tributos da União, em face da legislação federal, inclusive com
posição pacífica na jurisprudência pátria. Por fim, quanto a República Federativa, o
atual posicionamento do Superior Tribunal de Justiça, em relação a não aplicabilidade
do princípio da insignificância nos mesmos patamares para os tributos estaduais e
municipais, em razão da ausência de previsão legal destes entes. Para tanto, utilizar-se-á
o instrumento de análise da pesquisa da justiça aos custos proveniente de execuções,
com o objetivo de demonstrar as consequências causadas pela não aplicação do
princípio da insignificância e a importância de encontrar novas possibilidades de
resolver conflitos e os benefícios que tais estratégias podem resultar no
descongestionamento das vias judiciais.