PERFIL DOS PACIENTES COM SÍNDROMES CORONARIANAS AGUDAS ATENDIDOS EM UM HOSPITAL PRIVADO DE REFERÊNCIA
Date
2019-07Author
Teixeira Cavarsan de Castro, Clara
Ribeiro Dias, Karinne
Soares Dantas, Luiza
Tavares de Souza, Mateus
Paz Carvalho, Matthew
Daher Rassi Guimarães, Paula
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INTRODUÇÃO: A mortalidade por Síndromes Coronarianas Agudas (SCA) diminuiu
substancialmente desde o advento das unidades coronarianas. Ainda assim, as doenças
isquêmicas do coração continuam sendo a principal causa de morte no mundo. OBJETIVO:
Analisar o perfil epidemiológico de pacientes internados com SCA em hospital privado de
referência em Goiânia-GO. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo observacional e
retrospectivo, baseado na análise de prontuários da Unidade Coronariana de um hospital
privado de referência em cardiologia no Estado de Goiás. A amostra foi composta por todos
os pacientes internados com diagnóstico de SCA entre janeiro a dezembro de 2017. Foram
avaliadas as características clínicas, identificadas as medidas de tratamento realizadas,
complicações durante a internação e desfechos clínicos. As variáveis foram descritas como
média e desvio padrão (contínuas) e frequência (categóricas). RESULTADOS: No período
analisado, houve 172 internações por SCA na unidade. A idade média foi de 66 anos (± 11,8)
anos, sendo 115 (66,9%) homens. A prevalência de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) foi
de 70,3%, dislipidemia 44.8%, e Diabetes Mellitus (DM) 30,8%. Pouco menos de um quarto
dos pacientes tinha doença arterial coronariana (DAC), e apenas 16,9% eram tabagistas
ativos. O diagnóstico de admissão mais frequente foi Infarto Agudo do miocárdio Sem Supra
de ST (IAMSSST) em 89 pacientes (51,8%), seguido do Infarto agudo do miocárdio Com
Supra de ST (IAMCSST) em 46 (26,7%), e Angina Instável (AI) em 37 (21,5%). No total,
94,2% foram estratificados invasivamente e a angioplastia foi realizada em 83,75% dos
pacientes. O GRACE escore da população geral foi 139,1 (±39,7) pontos, o que os classifica
como de risco intermediário para mortalidade hospitalar. A mortalidade hospitalar observada
nesses pacientes foi de 1,7%. CONCLUSÃO: O perfil de pacientes com SCA no hospital
analisado é semelhante aos dados de registros nacionais e internacionais, com predomínio de
SCA sem supra de ST, pacientes do sexo masculino, idade acima de 60 anos e presença de
fatores de risco cardiovasculares clássicos. No entanto, a mortalidade hospitalar foi abaixo
daquela descrita na literatura.