ESTUDO DA SÍNDROME DA FRAGILIDADE EM IDOSOS DE UMA UNIVERSIDADE ABERTA À TERCEIRA IDADE
Date
2019-07Author
Antunes Borges Filho, Celso
Augusto Nascimento, Henrique
Gonçalves de Morais, Lanna
Carneiro de Amorim, Rayane
Reis Silva, Victória
Metadata
Show full item recordAbstract
Tornar-se idoso pode suceder de forma saudável ou não, sendo que a senescência é precedida
pela síndrome da fragilidade (SF), que representa um acometimento biológico caracterizado
por diminuição da reserva homeostática e perda da capacidade do organismo de resistir a
agentes estressores, ou seja, perda da resiliência. A prática de exercícios físicos parece ter
relação benéfica com uma melhor manutenção ou promoção da qualidade de vida dos idosos,
sendo responsável por diminuir os efeitos fisiológicos do envelhecimento ou até mesmo
reverter quadros de fragilidade. Existem revisões sistemáticas atuais que relatam a falta de
evidência científica dos estudos de intervenções físicas na reversão da fragilidade. Objetiva-se
investigar a existência de fragilidade em idosos que praticam exercícios físicos, bem como
comparar os níveis de fragilidade por dados sócio-demográficos e comparar o equilíbrio.
Trata-se de uma pesquisa de campo, quantitativa e transversal, realizada com um grupo de
idosos que participam do programa Universidade Aberta à Terceira Idade (UniATI). Foram
utilizados os critérios de Fried para avaliação da fragilidade. O equilíbrio foi avaliado pelo
Timed up and go (TUG). Participaram desse estudo 162 idosos, o que representa um poder
amostral de 89%. Observou-se que cerca de 33% desses idosos eram frágeis e 53% pré-
frágeis. O critério de fragilidade mais prevalente foi a redução da atividade de marcha seguida
da exaustão. A comorbidade mais observada foi a hipertensão. Houve correlação direta do
aumento de TUG e nível de fragilidade do idoso (r=0,54). Houve também relação entre sexo
feminino e fragilidade. Conclui-se que existe a SF em idosos praticantes de exercícios,
mostrando correlação entre o grau de fragilidade e a perda de equilíbrio. A perda de equilíbrio
demonstrou um fator fortemente associado ao grau de fragilidade. Esses resultados apontam a
necessidade de reconhecer os riscos relacionados à SF mesmo em idosos sem manifestações
claras, a fim de prevenir o avanço ou a instalação dessa síndrome e garantir a melhor
qualidade de vida possível ao idoso e consequentemente de sua família, além de refletir na
diminuição dos gastos na saúde pública.