| dc.description.abstract | A gestação enquanto fenômeno psíquico e social traz à tona a importância do nascimento, da existência, da continuidade. É o momento da construção da parentalidade envolvendo a formação dos sentimentos, das funções e comportamentos que deverão ser desempenhados pelos pais e familiares. Neste sentido, o luto perinatal desencadeia sentimentos difíceis de lidar, tanto para os pais quanto para os familiares, com a brusca ruptura dos sonhos, fantasias e desejos pela impossibilidade de serem pais/parentes daquele bebê. Deste modo, o presente estudo teve por objetivo proporcionar uma reflexão sobre as possibilidades e desafios do trabalho da psicologia com familiares assistidos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e sua atuação em casos de luto. Trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de experiência, elaborado no contexto da disciplina Estágio Curricular Supervisionado I e II, respectivamente 9º e 10º períodos do Curso de Graduação em Psicologia de uma Instituição de Ensino situada na cidade de Anápolis – GO, no período de fevereiro a novembro de 2018. Procurou-se, através da Teoria de Jonh Bowlby discorrer sobre a atuação do profissional da Psicologia em casos de luto, este um luto devido a concretização da finitude ou a conclusão de um difícil diagnóstico. Conclui-se que em um ambiente de UTI-Neonatal, o psicólogo é um dos profissionais responsáveis por sustentar e acompanhar os pais e familiares neste doloroso processo de deparar-se com a desconstrução de tantos sonhos e desejos por aquele filho que ali se encontra. Sendo assim, o psicólogo necessita obter uma postura profissional atenta e qualificada podendo ser alcançada através do estágio profissionalizante. | pt_BR |