PRODUTIVIDADE DE MILHO EM PLANTIO DIRETO COM DIFERENTES DOSES DE ADUBAÇÃO QUÍMICA ASSOCIADO À ADUBAÇÃO BIOLÓGICA
Abstract
O milho é uma das plantas mais cultivadas no mundo e possui papel fundamental na
economia brasileira. O uso de biofertilizantes tem se tornado uma alternativa para melhorar as
condições físicas, químicas e biológicas do solo, favorecendo o desenvolvimento da cultura.
Esta trabalho objetivou avaliar a produtividade de milho primeira safra sob adubação
biológica e diferentes doses de adubação química, em plantio direto na região do Cerrado. O
trabalho foi conduzido na Unidade Experimental da UniEVANGÉLICA, com a cultivar de
milho AS 1757 VT PRO3. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com
quatro tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos foram compostos por: T1: sem
adubação química NPK no plantio e cobertura (testemunha); T2: 200 kg ha-1 de 05-25-15 no
plantio + 111 kg ha-1 de uréia em cobertura (50% da adubação NPK recomendada para a
cultura); T3: 300 kg ha-1 de 05-25-15 no plantio + 167 kg ha-1 de uréia em cobertura (75% da
adubação NPK) e T4 com 400 kg ha-1 de 05-25-15 + 222 kg ha-1 de uréia em cobertura (100%
da adubação NPK). Em todos os tratamentos foram utilizados 150 L ha-1 de fertilizante
biológico (Microgeo®). Foram avaliados altura de plantas (AP), altura de inserção de espigas
(AIE), diâmetro de colmo (DC), número de fileiras de grãos espiga-1 (FG), número de grãos
fileira-1 (GF), comprimento da espiga (CE), diâmetro da espiga (DE), massa de mil grãos
(MMG) e produtividade (PROD). Procedeu-se à análise de variância, comparando-se as
médias dos parâmetros de produção pelo teste de Tukey e as doses de NPK por análise de
regressão. O tratamento 100% da dose de adubação química apresentou a maior produtividade
entre os tratamentos, sendo semelhante estatisticamente ao tratamento 75%, mesmo com
maior disponibilidade de nutrientes. O tratamento 75% da dose de adubação NPK apresentou
maior eficiência na disponibilização de nutrientes para a planta, o que se justifica por relações
sinérgicas entre a dose de nutrientes utilizada e a dose de biofertizante aplicada. O uso do
biofertilizante Microgeo® apresenta-se como uma alternativa ao uso de adubação química a
partir do segundo ano de uso em áreas de plantio direto, com redução de até 25% da adubação
química recomendada para a cultura. Novos estudos devem ser realizados a fim de elucidar os
parâmetros avaliados.