| dc.description.abstract | A sífilis é uma doença infecciosa de caráter sistêmico, passível de prevenção e que, quando
não tratada precocemente, pode evoluir para um quadro crônico com sequelas irreversíveis.
Causada pelo Treponema pallidum, é uma doença sexualmente transmissível. Quando não
tratada durante a gestação, resulta em considerável proporção de mortes fetais e neonatais
precoces com alta probabilidade de transmissão vertical, principalmente nas fases primária e
secundária, aumentando o risco de mortes perinatais. A infecção pode causar consequências
graves para o concepto: aborto, óbito fetal e sequelas motoras, cognitivas, neurológicas,
visuais e auditivas. Neste estudo observacional transversal descritivo de natureza quantitativa,
foi observado o perfil da gestante quanto aos seguintes preditores da sífilis congênita: faixa
etária, nível de escolaridade, realização ou não de pré-natal e diagnóstico durante a gravidez
ou pós-parto e adesão ao tratamento. A incidência média foi de 11,4 casos/ 1.000 nascidos
vivos. Ao avaliar os aspectos sociodemográficos da mãe transmissora de sífilis congênita,
observou-se que 56,10% (46/82) das mulheres estão na faixa etária entre 20 e 29 anos. A
respeito do grau de instrução das gestantes, 50,00% (41/82) das grávidas analisadas possuíam
baixa escolaridade apresentando apenas o ensino fundamental completo. Observou-se que
84,15% (69/82) das gestantes realizaram o pré-natal de forma correta e 68,30% (56/82)
receberam o diagnóstico de sífilis durante o pré-natal. Em relação ao tratamento, foi possível
identificar que 79,27% (65/82) das gestantes receberam o tratamento inadequado. Sendo
possível, dessa forma, avaliar que as falhas não estão no acesso ao sistema de saúde, mas na
realização do tratamento. | pt_BR |