CONCEPÇÃO ARTIFICIAL (SÊMEN CONGELADO) POST MORTEM E O DIREITO SUCESSÓRIO NO BRASIL
Abstract
A medicina vem se evoluindo cada vez mais com o passar dos anos e com os
surgimentos de novas tecnologias na aérea da biomedicina técnicas de reprodução
assistida foram desenvolvidas dando oportunidade aos casais novamente o sonho
da maternidade. O presente trabalho tem o intuito de aprofundar o tema o
ordenamento brasileiro e a técnica de inseminação artificial post mortem analisando
os direitos sucessórios do filho concebido após a abertura da sucessão prevista no
Código Civil. A legislação constitucional e infraconstitucional não acompanhou o
processo de evolução da medicina no qual não se tem norma especifica se tratando
da reprodução assistida, o que temos é uma leve referencia no artigo 1597 do
Código civil e conteúdo limitado Conselho Federal de Medicina, surgindo diversas
dúvidas e divergências: Estado de Direito no Brasil deve garantir direitos sucessórios
aos filhos concebidos após a morte do autor da herança, provindos do uso direto de
sêmen – procedimento de inseminação artificial? A ausência de regras sucessórias
que poderiam regular o direito ou não do concebido post mortem nos afasta da
segurança jurídica Isto é, a regulamentação deriva do comportamento humano e
social e está adstrita ao mínimo moral da consciência coletiva em que está inserido,
devendo acompanhar as evoluções humanas para soluções de conflitos, estando
preparada para amparar no que for suscitado.