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Title: Toxina botulínica tipo A no manejo da enxaqueca crônica: da modulação nociceptiva a eficácia clínica
Authors: Arruda, Jalsi Tacon
Amaral, Gabryella Costa Sousa do
Faria, Mariana Ribeiro de
Arruda, Jalsi Tacon
Keywords: Cefaleia por Uso Excessivo de Medicamentos
Profilaxia
Qualidade de Vida
Transtornos de Enxaqueca
Issue Date: 8-Jun-2026
Abstract: Introdução: A enxaqueca crônica é uma condição neurológica debilitante, impulsionada pela sensibilização central e hiperatividade do complexo trigeminocervical. A OnabotulinumtoxinA (TxBoA) consolidou-se como um profilático padrão-ouro, porém, a otimização de seu uso exige profunda compreensão neuroanatômica e farmacodinâmica. Objetivo: Sistematizar criticamente os achados literários contemporâneos acerca do uso da TxBoA na enxaqueca crônica, avaliando a eficácia profilática a longo prazo, os preditores anatômicos de resposta e o impacto na redução do consumo de medicações abortivas. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura embasada em buscas nas bases PubMed, SciELO e BVS/LILACS. Foram incluídos artigos originais, revisões e diretrizes publicados entre 2010 e 2025. O processo de seleção seguiu as diretrizes do fluxograma PRISMA. Resultados: A TxBoA atua mediante a clivagem da proteína SNAP-25, inibindo a exocitose periférica de neuropeptídeos nociceptivos (como CGRP). A eficácia cumulativa da intervenção demonstrou reduções sustentadas nos dias de cefaleia e no consumo de triptanos, mitigando o risco de Cefaleia por Uso Excessivo de Medicamentos. A reprodutibilidade dos benefícios depende do rigor miológico na aplicação do protocolo PREEMPT (Pesquisa de Fase III Avaliando a Terapia Profilática para Enxaqueca). Eventos adversos, como ptose ou fraqueza cervical, são transitórios e frequentemente associados à difusão miotática. A individualização anatômica é imperativa, especialmente em pacientes idosos com sarcopenia cervical, enquanto o uso em adolescentes permanece off-label. Conclusão: A TxBoA é altamente eficaz e segura na profilaxia da enxaqueca crônica. A excelência clínica e a mitigação de efeitos adversos exigem do injetor um domínio minucioso da miologia craniofacial e cervical para a adequada modulação da via nociceptiva.
Description: https://doi.org/10.54033/cadpedv23n3-042
URI: http://repositorio.aee.edu.br/handle/aee/23986
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