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http://repositorio.aee.edu.br/handle/aee/23664| Title: | CANABIDIOL COMO TERAPIA ADJUVANTE NA DEPRESSÃO: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS E PERSPECTIVAS FUTURAS |
| Authors: | Martins, José Luís Rodrigues Dantas, José Marcos Ribeiro |
| Keywords: | Cannabis Medicinal, Canabidiol, Depressão, Sistema Endocanabinoide, Transtornos Mentais, Dor Crônica, Efeitos Adversos. |
| Issue Date: | Nov-2025 |
| Abstract: | Introdução: Os transtornos mentais, com destaque para a depressão, representam um impacto significativo para a saúde global. Embora as abordagens terapêuticas convencionais sejam eficazes para muitos pacientes, apresentam limitações e possíveis efeitos colaterais. Nesse contexto, a Cannabis medicinal tem emergido como uma alternativa ou terapia complementar potencial no tratamento da depressão. O interesse científico concentra-se principalmente no canabidiol (CBD) e, em menor grau, no tetrahidrocanabinol (THC), em razão de seus possíveis efeitos terapêuticos e de seus diferentes perfis de segurança. Objetivo: Analisar, com base em evidências científicas, o potencial terapêutico da Cannabis medicinal no tratamento da depressão, bem como discutir seus mecanismos de ação, perfil de segurança, riscos associados e possíveis aplicações em outras condições clínicas. Material e métodos: Trata-se de uma revisão da literatura que abordou a origem da Cannabis sativa, o Sistema Endocanabinoide (SEC), os mecanismos de ação dos fitocanabinoides, as evidências pré-clínicas e clínicas relacionadas ao uso do CBD e do THC na depressão, além da importância da dosagem individualizada. Também foram analisados estudos acerca da utilização da Cannabis medicinal em outras condições, como ansiedade, insônia, Transtorno de Estresse Pós Traumático (TEPT), dor crônica e epilepsia, bem como os riscos associados ao seu uso, incluindo efeitos adversos e impactos psiquiátricos. Adicionalmente, foram considerados aspectos regulatórios e posicionamentos institucionais. Resultados: Estudos preliminares sugerem que o CBD pode auxiliar no tratamento da depressão, promovendo alívio dos sintomas e apresentando um perfil de segurança favorável, com efeitos colaterais geralmente leves. O THC, por sua vez, demonstra efeitos terapêuticos dose-dependentes, porém com um perfil de risco mais elevado, especialmente no que se refere a efeitos psiquiátricos. Observou se potencial benefício da Cannabis medicinal também em condições como ansiedade, insônia, TEPT, dor crônica e epilepsia. Em contrapartida, identificou-se associação entre o uso de Cannabis e o risco de desenvolvimento ou agravamento de transtornos psicóticos, como a esquizofrenia, não havendo evidências que sustentem seu uso terapêutico nessas condições. A segurança do uso mostrou-se um ponto crítico, destacando-se riscos de dependência (principalmente relacionados ao THC), efeitos psiquiátricos, cardiovasculares e a necessidade de triagem criteriosa e monitoramento clínico contínuo. As recomendações institucionais variam significativamente, havendo, inclusive, posicionamentos de cautela por parte de associações médicas para o uso em transtornos psiquiátricos. Conclusão: Conclui-se que a Cannabis medicinal, especialmente o CBD, apresenta potencial terapêutico promissor no tratamento da depressão e de outras condições clínicas. Entretanto, as evidências ainda são preliminares, sendo necessários estudos robustos, controlados e de longo prazo para confirmação definitiva de sua eficácia e segurança. O uso deve ocorrer exclusivamente sob supervisão médica especializada, com base em evidências científicas, sendo contraindicado nos transtornos psicóticos em razão dos riscos associados. |
| URI: | http://repositorio.aee.edu.br/handle/aee/23664 |
| Appears in Collections: | Dissertações |
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| DISSERTAÇÃO -JOSÉ MARCOS RIBEIRO DANTAS.pdf | 748.8 kB | Adobe PDF | View/Open |
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