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dc.contributor.advisorDias, Lucas Danilo-
dc.contributor.authorPaiva, Flórida Lorena Pires de-
dc.date.accessioned2026-08-24T12:58:09Z-
dc.date.available2026-08-24T12:58:09Z-
dc.date.issued2026-06-
dc.identifier.urihttp://repositorio.aee.edu.br/jspui/handle/aee/24000-
dc.description.abstractO ciprofloxacino (CIP) é um antibiótico frequentemente detectado em efluentes domésticos, hospitalares e industriais e, consequentemente, em águas superficiais, em razão de sua excreção parcial na forma inalterada e da remoção incompleta por processos convencionais de tratamento de esgoto, sendo classificado como um Contaminante Emergente (CE) de relevância ecotoxicológica. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar a redução do teor do CIP sob diferentes condições de fotodegradação, empregando a curcumina (CUR) como agente fotoativo natural como estratégia de mitigação ambiental, integrada aos princípios da Análise de Risco Ambiental (ARA) para discutir os potenciais impactos associados aos principais produtos de transformação descritos na literatura. Assim realizou-se a caracterização do CIP com base em suas propriedades físico-químicas e ambientais, em seguida, aplicou-se a Fase I da ARA, conforme o modelo conceitual proposto pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), para estimar a exposição ambiental do fármaco. Posteriormente, foi avaliada a fotodegradação do CIP utilizando curcumina, associada ou não ao peróxido de hidrogênio, como estratégia de mitigação ambiental. Na etapa seguinte, realizou-se um levantamento dos principais produtos de transformação formados durante os processos de fotólise e oxidação descritos na literatura. Por fim, esses produtos foram submetidos a uma Análise Preliminar de Perigos (APP), ferramenta qualitativa de identificação de perigos, aplicada de forma teórica para discutir os potenciais riscos ambientais associados à sua formação. A aplicação integrada da Fase I da ARA e da APP permitiu identificar cenários potenciais de risco relacionados à elevada suscetibilidade do CIP à degradação fotoinduzida, indicando que os produtos de transformação descritos na literatura podem apresentar atividade antimicrobiana residual e, consequentemente, representar riscos ambientais relevantes. No âmbito experimental, a degradação do CIP aumentou progressivamente ao longo das 72 horas de irradiação. A fotólise direta apresentou baixa eficiência (7,3%), enquanto os sistemas contendo curcumina e peróxido de hidrogênio promoveram maiores percentuais de degradação, destacando-se o sistema CUR/H₂O₂/luz, que atingiu 28,8% de degradação. Os resultados demonstram que a degradação química do CIP não equivale, necessariamente, à eliminação do risco ambiental, uma vez que os processos de transformação podem gerar produtos cujos efeitos ecotoxicológicos ainda demandam investigação. Além disso, os achados indicam que a CUR apresenta potencial como agente fotoativo natural em processos de fotodegradação do CIP, podendo ser explorada como estratégia complementar na mitigação da contaminação ambiental por esse fármaco.pt_BR
dc.subjectciprofloxacino; fotodegradação; análise de risco ambiental; curcumina; contaminantes emergentes;pt_BR
dc.subjectresistência antimicrobiana; análise preliminar de perigos.pt_BR
dc.titleESTUDO DA FOTODEGRADAÇÃO DO CIPROFLOXACINO: ANÁLISE DE RISCO AMBIENTAL E PROCESSO DE DEGRADAÇÃOpt_BR
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