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http://repositorio.aee.edu.br/handle/aee/23698| Title: | Perfil Epidemiológico dos Casos de Distrofia Muscular de Duchenne no Período de 2000 a 2020 na APAE Anápolis |
| Authors: | Simões, Angélica Lima Brandão Silva, Enzo Gabriel Oliveira Mouro, Gustavo Henrique Santos Filho, Wellinghton Taylor Giovanuci Rodrigues, Ruan Jeferson Fontenele Souza, Luis Felipe Pinheiro De |
| Keywords: | Distrofia Muscular de Duchenne Epidemiologia Neurologia |
| Issue Date: | 19-Jun-2026 |
| Abstract: | A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma doença genética progressiva ligada ao cromossomo X que leva à degeneração dos músculos esqueléticos, resultando em fraqueza muscular, perda de mobilidade e complicações cardiorrespiratórias. Estima-se que a prevalência global da DMD seja de 1 caso para cada 3.500 a 5.000 nascimentos masculinos. Embora o tratamento com corticosteróides retarde a progressão da doença, suas complicações sistêmicas limitam a qualidade e a expectativa de vida. Este trabalho tem como objetivo descrever as características clínicas e epidemiológicas dos casos diagnosticados com DMD na APAE Anápolis no período de 2000 a 2020, avaliando mudanças em sua apresentação e manejo ao longo do tempo. Trata-se de um estudo transversal e retrospectivo com abordagem quantitativa, utilizando dados de prontuários da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Anápolis. A análise estatística envolveu estatística descritiva e testes inferenciais (teste t de Welch, Mann-Whitney e correlação de Spearman), com nível de significância de 5%. A amostra final consistiu em 14 pacientes (100% masculinos), com média de idade atual de 9,53 anos (DP = 5,50). Identificou-se um atraso diagnóstico significativo, com a idade média ao diagnóstico de 7,54 anos (DP = 4,25) e um tempo médio até a confirmação formal de 2,69 anos (DP = 2,10). Observou-se uma correlação forte e positiva entre o início dos sintomas e a idade ao diagnóstico (ρ = 0,885; p = 0,0001). Na análise comparativa de coortes, os pacientes nascidos entre 2010 e 2020 (N=9) apresentaram uma idade de diagnóstico significativamente menor (5,56 anos) em relação à coorte de 2000-2010 (N=4; 12,00 anos; p=0,0424). Constatou-se alta prevalência de complicações multissistêmicas: 75,0% com comprometimento cardíaco, 50,0% com perda de deambulação e 22,2% com necessidade de suporte ventilatório. Clinicamente, notou-se que pacientes que perderam a deambulação tiveram o diagnóstico, em média, 3,40 anos mais tardio (p = 0,1412). Embora a adesão ao uso de corticosteróides (100%) e à fisioterapia (77,8%) seja elevada, relatou-se percepção negativa unânime (100%) quanto à existência de políticas públicas para fornecimento de medicamentos, além de 64,3% reportarem falta de acesso ao diagnóstico precoce. O atraso no diagnóstico na APAE Anápolis resulta na perda de uma janela terapêutica crítica, contribuindo para a alta prevalência de morbidades graves, como o acometimento cardíaco precoce. A despeito da melhora na idade de diagnóstico na última década, o ônus financeiro recai sobre as famílias devido à ineficiência das políticas públicas. Além disso, a ausência de padronização nos prontuários médicos e o volume de dados faltantes dificultam a geração de evidências de mundo real, reiterando a necessidade de implantação de protocolos de cuidado padronizados |
| URI: | http://repositorio.aee.edu.br/handle/aee/23698 |
| Appears in Collections: | Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC's |
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